segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Lorde anuncia música para trilha de 'Jogos vorazes: A esperança'

Ela fez o anúncio nesta segunda (22), 'Yellow flicker beat' sai no dia 29.
Cantora também ajudou a escolher outras faixas da nova trilha.




Lorde anunciou nesta segunda-feira (22) que vai lançar uma nova música para a trilha do filme "Jogos vorazes: A esperança - Parte 1". A faixa chamada "Yellow flicker beat" será divulgada no dia 29 de setembro. A cantora também mostrou a capa do novo single.
A nova música da cantora de "Royals" tem produção de Paul Epworth, que já trabalhou com Coldplay e Adele. A artista neozelandesa também fez a curadoria das outras músicas da trilha do terceiro "Jogos vorazes".
O filme tem data de lançamento marcada para o dia 19 de novembro no Brasil. O longa faz parte do encerramento da saga, que foi dividido em dois filmes.

domingo, 14 de setembro de 2014

Como levar as suas playlists de músicas para o Deezer e o Spotify

Se você usa o Deezer ou Spotify e quer converter as suas playlists favoritas de um serviço para o outro, saiba que existe um método simples para isso — em menos de cinco minutos é possível transformar listas de reprodução de várias maneiras!
As opções são: passar do Deezer para o Spotify, fazer o caminho inverso, usar listas de reprodução do YouTube e importá-las para os dois serviços, criar playlists em TXT ou, por último, usar arquivos M3U ou PLS para fazer este processo.
Para começar, abra o serviço Playlist Converter no seu navegador. Este site é totalmente gratuito e precisa apenas de uma conexão com a internet. Para o Deezer, ele não tem muitas restrições, mas as playlists incorporadas do Spotify são criadas apenas com as 70 primeiras faixas.

Do Deezer para o Spotify

Este é o método mais simples, rápido e eficaz de transformar uma lista usando o Playlist Converter, principalmente porque o próprio Deezer facilita bastante o processo. Abra a lista que você deseja converter e copie o seu link de compartilhamento — aquele mesmo que aparece na U


Abra a guia “Deezer” no serviço de conversão e cole este link no campo indicado, como mostra a imagem acima. Aperte o botão “Convert” e espere alguns segundos — isso pode demorar mais ou menos, dependendo da sua conexão.
Ele dá o resultado — independente do método usado para a conversão da lista — em três versões: uma lista de faixas no Spotify; uma playlist neste mesmo serviço, que pode ser incorporada a qualquer site (com limite de 70 faixas) e, por fim, uma playlist no Deezer.


Para passar as faixas para o Spotify, copie todas as URLs das músicas de uma só vez, abra o app deste player, crie uma nova playlist e então aperte Ctrl+V para colar as músicas, como mostra a imagem acima. Mas isso só funciona no aplicativo — ou seja, não é possível colar as faixas dessa forma no web player do serviço.

Do Spotify para o Deezer

O processo de copiar uma playlist do Spotify é bem mais complicado e trabalhoso: é preciso copiar o endereço de cada uma das faixas manualmente para o Playlist Converter, já que ele não aceita a URL da playlist completa. Clique com o botão direito em cada faixa e copie o link HTTP para colar no conversor, como mostra a imagem:


Depois disso, basta apertar o botão para começar a conversão e então esperar o serviço mostrar os links na parte de baixo. É incrivelmente fácil adicionar a playlist no seu perfil do Deezer, bastando clicar em “Import do Deezer Account” e autorizar o serviço.
A lista de reprodução é automaticamente criada com o nome “Playlist Converter”, como é mostrado na imagem abaixo. Para mudar esse e outros detalhes, é só abrir o seu perfil no Deezer e editar tudo o que for preciso, colocando o nome e a imagem de capa que você preferir; além disso, é possível tornar a lista colaborativa ou privada.


Do YouTube para o Deezer e Spotify

Se você está acostumado a usar o YouTube para ouvir música, mas quer mudar de serviço sem ter que criar todas as playlists de novo no Deezer ou no Spotify, esta ferramenta é capaz de converter essas listas — ou, pelo menos, fazer o mais próximo possível disso.
Isto é, essa ferramenta funciona, mas é bom ficar preparado para ter que editar as playlists depois. Como os vídeos do YouTube nem sempre adotam os nomes corretos das faixas (no padrão “artista – nome da música”), o resultado criado pelo Playlist Converter pode apresentar alguns erros.


Copie o link da lista de reprodução do YouTube, como mostrado na imagem acima, e cole no Playlist Converter, na aba correta. Esse método pode demorar um pouco mais, dependendo da quantidade de músicas que ele conseguir localizar nos serviços.
Em alguns minutos, o resultado é mostrado e você pode usar os métodos já indicados para passar a playlist para o Spotify ou para o Deezer. É possível que algumas alterações sejam necessárias, mas grande parte da playlist é passada sem problemas.


De TXT para o Deezer e Spotify

Esse método é bem curioso: você precisa apenas informar o nome dos artistas e das músicas, um em cada linha e seguindo o padrão. Não é preciso colocar nenhum link, bastando escrever os títulos ou copiar de um arquivo pronto. O serviço cria as playlists corretamente!
Você pode usar o padrão “artista – nome da música” ou o contrário, mas é importante que todos os nomes estejam escritos corretamente e de forma completa. Por exemplo, para adicionar a música Space Oddity, é preciso escrever “David Bowie – Space Oddity” e não apenas “Bowie”, como ele também é conhecido.


De arquivos M3U e PLS para o Deezer e Spotify

Por último, é possível criar as playlists usando arquivos de lista de reprodução que são abertos por programas como o Winamp, Foobar e outros. Você só precisa ter certeza de que as tags das faixas estão corretas, com título e artista completos, e o Playlist Converter faz todo o trabalho de extração e conversão!
Para qualquer um desses métodos, o resultado final é um conjunto de links para colar no Spotify, assim como uma playlist incorporada e um link rápido para adicionar a lista de reprodução ao Deezer.







quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os 5 melhores sites para ouvir música online e de graça

A música pode fazer toda a diferença na sua produtividade, seja no trabalho, seja durante exercícios físicos, seja em outra situação.
Sendo tão essencial na nossa vida e dia-a-dia, seria ótimo se pudêssemos ouvir todas as músicas que quiséssemos online e de forma gratuita, sem ter que baixar e ficar acumulando lixo musical em nossos computadores, Tablets e Smartphones. Você ainda não sabe como? Então essa lista era tudo o que você precisa conhecer... Confira:

5. Youtube


Não preciso gastar nosso tempo apresentando o YouTube, né? Mas para quem quer acessar o site exclusivamente para ouvir música, tenho algumas dicas:
Quando for ouvir música pelo YouTube, faça login no site. Se você utilizar o Gmail ou o Google Plus, ou os 2, é ainda mais fácil. Assim, você pode criar playslists com os vídeos das músicas que você mais gosta. Pode separar por estilo, por ocasião e essas coisas.
O próprio YouTube também tem uma série de playlists prontas, que aparecem no topo dos vídeos relacionados ao que você escolher assistir. Essas listas contém vídeos que seguem no estilo do que você acabou de abrir. Ou seja: você não precisa nem perder tempo fazendo suas próprias listas, se não quiser.

4. SoundCloud



Em algumas empresas, por conta de políticas de RH, o YouTube acaba bloqueado para os funcionários. Não julgo esse tipo de política porque eu sei que não é todo mundo que sabe aproveitar o benefício da internet livre no horário de trabalho. Mas se você é uma das pessoas que queria o YouTube só para ouvir umas músicas e trabalhar tranquilamente, existem outras opções, tais como o SoundCloud.
Além de encontrar músicas famosas para ouvir, você também pode fazer upload das suas próprias músicas. Algum remix que você tenha feito no computador e achou viciante, ou músicas que você gravou. Por conta desse recurso, ele acaba sendo muito mais interessante para quem é artista, e para quem gosta de descobrir coisas novas.
Justamente por ser uma plataforma que permite que as pessoas compartilhem suas próprias criações musicais e mashups, sua popularidade têm crescido cada vez mais e grandes artistas e gravadoras também se inscreveram, permitindo que algumas de suas músicas estejam disponíveis através da plataforma.

3. Deezer




O Deezer funciona com esse nome desde agosto de 2007. Hoje conta com um catálogo de mais de 30 milhões de faixas disponíveis para reprodução. Eu sou usuária ativa do Deezer, tanto pelo computador quanto na versão mobile. Entre as coisas que mais bacanas:
Ele tem uma versão gratuita, e uma versão paga. Eu assinei um plano de R$ 14,90 por mês, porque eu queria ter mais controle e poder ter as músicas no modo offline também. Como eu corro e preciso das minhas músicas para isso, achei um bom custo x benefício.
Você pode fazer login no Deezer utilizando sua conta no Facebook, Gmail. Assim, seus amigos podem acompanhar sua atividade e você a deles. Sempre é legal para descobrir músicas novas.
Na versão desktop, o Deezer conta com um algoritmo bastante inteligente que sugere playlists para você, com seleções de música que têm tudo a ver com o que você costuma ouvir. É como se ele conhecesse seu gosto melhor que você mesmo. E o legal de selecionar essas opções é que você acaba descobrindo músicas legais pelo caminho.

2. Grooveshark




O Grooveshark foi uns dos primeiros sites que eu usei para ouvir música online. Para ouvir no trabalho, ele é realmente uma das melhores opções. Praticamente todas as músicas estão ali. E tem outras vantagens, como:
Além de poder buscar as músicas que você quer ouvir e fazer suas próprias playlists, você também pode ouvir playlists prontas que funcionam como emissoras de rádio, só que melhor porque é só música mesmo.
Você pode escolher essas rádios por estilo, ou alternar entre as opções: ouvir a sua playlist ou acompanhar algum streaming.
E, claro, como não poderia faltar, você também pode compartilhar suas séries de músicas via Twitter e Facebook.

1. Spotify




Spotify é o mestre de toda a música online grátis do momento, com mais de um milhão de músicas disponíveis para você ouvir quando quiser e quantas vezes quiser.
Para usar esse serviço, você só precisa fazer o download de um gerenciador de desktop antes. É bem simples e o empenho vale a pena. Depois disso, você pode pesquisar e ouvir suas músicas favoritas, criar listas de reprodução e compartilhar as músicas que você mais ama com todos os seus amigos que também estiverem conectados ao site.
Outros pontos que são bem legais:
O Spotify tem um aplicativo mobile, que é muito bom. Lá você pode encontrar playlits para as mais diversas ocasiões – assim como quando você está acessando o serviço pelo computador, mas com a vantagem de poder levar para vários lugares – como para correr, para dormir ou para ser música ambiente em um jantar, por exemplo.
Ele tem uma versão gratuita e uma versão paga. Na versão gratuita, você ouve propagandas de tempos em tempos e tem direito a passar as músicas de determinada playlist algumas vezes. Depois disso, tem que deixar rolando conforme a lista. Mas se você assinar um plano, pode fazer o que bem entender com a ordem das músicas.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Taylor Swift alfineta cantora misteriosa na música "Bad Blood"

Hit presente em seu novo CD, 1989, provoca falsa amiga famosa que teria tentado sabotar sua turnê.



Não é só no colegial, no cursinho e na vizinhança que encontramos desavenças femininas. Taylor Swift está ai para provar que isso também rola no universo dos famosos e recentemente soltou uma bomba: A letra de "Bad Blood", um de seus novos hits presentes no álbum "1989", pode ter sido escrita diretamente para uma cantora próxima a gata.
Quando nós dizemos "próxima", não necessariamente estamos falando de uma amiga da loira, mas apenas uma colega de profissão com quem Taylor não se dá muito bem (falsa amiga mesmo).
A declaração misteriosa de que o single seria uma provocação foi feita à edição de setembro da revista Rolling Stone Magazine, para a qual a cantora deu uma super entrevista e falou sobre relacionamentos, novos projetos e claro, rivalidade feminina.

Myley Cyrus e Katy Perry são apontadas pelos fãs
Claro que alguns nomes passam pela nossa cabeça, assim como a maioria dos fãs já estão apontando Miley Cyrus e Katy Perry como a possível "falsa amiga" da cantora e outros, achando que tudo não passa de jogada de marketing. Tire suas conclusões pelas próprias palavras da moça:
"Durante anos, eu nunca tinha certeza se éramos amigas ou não", diz. "Ela veio até mim em premiações sempre dizendo algumas coisas e depois ia embora, e eu pensava: "Será que somos realmente amigas, ou que ela só acabou de dar pitacos como insultos sobre minha vida?", questiona a estrela.
Se você estava pensando que a desavença seria por um cara, Taylor garante que o mal estar aconteceu após uma briga de negócios e que, pasmem, a celebridade em questão teria tentado s-a-b-o-t-a-r sua turnê, "Red Tour".
"Então, no ano passado ela cruzou a linha. Ela fez algo tão horrível", conta Swift. "Eu estava tipo,'Oh, nós somos apenas inimigas'. E não era mesmo sobre um cara! Tinha a ver com negócios. Ela basicamente tentou sabotar toda uma turnê! Ela tentou contratar um monte de gente sem que eu saiba. E eu realmente não gosto de conflitos – você não iria acreditar o quanto eu odeio conflito. Então agora eu tenho que evitá-la. É estranho, e eu não gosto disso.", completa. Palpites?

Calvin Harris é músico britânico mais escutado em aplicativo de música, com 1 bilhão de streamings

DJ comemora marca com apresentação de playlist ao vivo nesta terça-feira (9)

DJ Calvin Harris é o primeiro britânico a ultrapassa a marca de 1 bilhão de streamings no Spotify. Para comemorar, Harris apresentará nesta terça-feira (9) um Takeover Spotify Playlist, uma seleção de músicas tocadas, ao vivo, através da playlist Todays Top Hits, a partir das 16h (horário de Brasília).



Entre as faixas que alçaram o DJ a incrível marca está Summer, a mais escutada do cantor, com aproximadamente 160 milhões de audições.
Blame é sua canção mais recente e já está disponível no aplicativo.
Para se ter uma ideia, um bilhão de streamings equivalem a três audições no Estados Unidos.
Em horas, esse número de vezes seria a cinco anos consecutivos ouvindo a mesma música!
Harris não está com tudo só nas execuções. Segundo a Forbes, ele é o DJ mais bem pago do mundo e já faturou US$ 66 milhões, ou seja, quase R$ 150 milhões, só neste ano.


Malta lança disco de estreia

Banda vencedora do 'SuperStar' liberou 'Supernova' nesta segunda (1º).
Todas as composições são da banda



"Supernova", álbum de estreia da banda Malta, foi divulgado para audição na íntegra nesta segunda-feira (1º).

A banda paulista garantiu o contrato com a gravadora Som Livre ao vencer a primeira edição do programa "SuperStar", da TV Globo.
O disco tem  músicas inéditas e novas versões de faixas já conhecidas no programa. A produção fica por conta de Brendan Duffey, em parceria com o baterista Adriano. A Malta começa nesta semana uma turnê nacional.
A banda de rock romântico superou as concorrentes Luan e Forró Estilizado, Suricato e Jamz para vencer a primeira edição do "SuperStar".
Como prêmio, os paulistanos levaram R$ 500 mil, um contrato com a gravadora Som Livre e um carro para cada integrante. Na rodada final, a Malta apresentou a música autoral "Supernova", escrita pelo vocalista Bruno Boncini, e terminou com 74% dos votos.

sábado, 6 de setembro de 2014

Projeto Goma-laca resgata músicas dos anos 1920-50


Se hoje os discos de vinil são uma das poucas esperanças em relação a vendas de produtos físicos no mercado de música, no começo do século passado os bolachões eram a grande novidade, ainda nem feitos com o material plástico característico, que passou a existir nos anos 1940. As chapas anteriores eram gravadas em cera de carnaúba e goma-laca, em 78 rotações por minuto. Eram mais pesadas e frágeis.
Os jornalistas e pesquisadores Biancamaria Binazzi e Ronaldo Evangelista exploram, desde 2011, o repertório de música popular brasileira destes discos, no projeto Goma-laca. Neste ano, lançaram o álbum Afrobrasilidades em 78 RPM, com direção musical de Letieres Leite e participações de Lucas Santtana, Juçara Marçal, Karina Buhr e Russo Passapusso. O disco, que faz releituras de temas dos anos 1920 a 1950 ligados à música africana, será apresentado neste sábado, no CCSP.
Para o álbum, a dupla selecionou gravações em 78 rpm de músicas como Ogum e Exu (registradas pelos Filhos de Nagô, em 1931), cantadas em iorubá. Na nova versão, ganharam interpretação de Juçara Marçal. Do Pilá, conhecida pela citação de Tom Jobim em O Boto, foi achada em registro de 1938, do trio vocal Jararaca, Augusto Calheiros e Zé do Bambo. Mais ligada ao coco, a música é interpretada pela pernambucana Karina Buhr. "Nosso recorte inclui não só ritmos africanos ritualísticos, mas também embolada, coco e maracatu", diz Evangelista. Originais Goma-laca, coletânea lançada com o disco, reúne as versões antigas que serviram de base para o trabalho.
Texto de 1929 no jornal O País diz: "Batuque é monumental (...) revemos os tempos em que o negro nas suas reuniões privadas, às vezes de caráter algo religioso, dava expansão à sua revolta contra a tirania dos brancos". Batuque é interpretada por Russo Passapusso. Ele mistura os versos fortes atribuídos originalmente ao Quilombo dos Palmares no século 17 (“Folga nego, branco não vem cá / Se vier, pau há de levar”), ao dancehall e ragga típicos da Baiana System, sua banda.
No estúdio, Letieres diz ter ouvido as versões originais e criado na hora os novos arranjos. Sua técnica, já conhecida pelo trabalho com a Orquestra Rumpilezz, substitui as partituras, na hora de instruir os músicos. O maestro diz que o processo faz o instrumentista “perceber mais os microrritmos”. O disco tem Gabi Guedes na percussão, Herculano Gomes no piano elétrico, Marcos Paiva no contrabaixo acústico, Sérgio Machado na bateria e participações de Letieres.
Além do show, discos raros serão expostos no CCSP durante o fim de semana. Letieres Leite fará uma oficina às 11 h e a partir das 17h30, Biancamaria recebe o professor da USP Reginaldo Prandi para uma roda de escuta na Discoteca Oneyda Alvarenga. Dentre os artistas que devem ser ouvidos está João Paulo Batista de Carvalho, expoente da música afro-brasileira ligada a religiões. Ele era diretor do Conjunto Tupi, pioneiro em entoar músicas de rituais de macumba nas rádios no início dos anos 1930.
Um dos objetivos da pesquisa do Goma-laca, lembra Evangelista, é trazer à tona produções que "continuam a ter relevância, mas ficaram esquecidas" no repertório de músicas populares do País. "São temas que têm carga fortíssima e são pouco conhecidos. A nossa ideia é fazer com que isso vire assunto de novo", completa.
PROJETO GOMA-LACA
Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4002.

Paula Fernandes fará participação em show de Julio Iglesias no Rio



A cantora Paula Fernandes anunciou no final do mês de Agosto que fará uma participação em um dos próximos shows do cantor Julio Iglesias no Brasil. A pop star mineira dividirá o palco com o artista espanhol no Citibank Hall, na cidade do Rio de Janeiro, em 26 de setembro.
Via comunicado de imprensa, Paula afirmou que será uma honra dividir o palco com Iglesias. “Fiquei muito emocionada e lisonjeada de ser convidada para cantar com ele. Tenho certeza que será uma noite incrível, que vai ficar na minha memória. Julio Iglesias é, sem dúvida, um dos artistas mais respeitados da música. Será uma grande honra para mim!”, disse.
Recentemente, Paula Fernandes se apresentou junto à Orquestra Sinfônica Brasileira com o tenor espanhol Plácido Domingo. A artista também já dividiu o palco com nomes como Roberto Carlos, Almir Sater, Leonardo, entre outros.

Porque as músicas grudam na sua cabeça e como fazer isso parar


A lista é longa: de “Lepo Lepo” a “Friday”, passando por “Festa no Apê” e chegando até “Total Eclipse of the Heart”, o que não falta na cultura pop são músicas chiclete. Este tipo de canção gruda no seu cérebro por dias e não há simpatia de avó que cure este mal.
Relatos deste tipo de situação foram registrados antes mesmo dos equipamentos modernos de gravação serem inventados. Entre outros indivíduos históricos famosos, Mark Twain publicou uma reportagem em 1876 sobre “um maldito jingle cativante que fica preso em repetição mental”, um ano antes de Thomas Edison inventar o seu fonógrafo.

A natureza involuntária deste fenômeno o torna notoriamente difícil de estudar e, por isso, o mecanismo exato do cérebro que faz com que ele aconteça ainda não é totalmente compreendido. Alguns cientistas acreditam que a antiga prática da humanidade de passar o conhecimento adiante através da música é uma possível fonte para essa disposição.
Na maior parte dos 200 mil anos da evolução humana moderna, fatos, história, métodos e outras informações foram transmitidas e lembradas através de palavras faladas e cantadas. Isso levou alguns cientistas a argumentar que o cérebro humano se equipou com uma rede que codifica a informação falada e cantada, e a recupera sob demanda. Considere que, ainda hoje, muitos acham mais fácil memorizar algo que seja em forma em rima ou ritmado – vide cursinhos pré-vestibular.
Se já estávamos fortemente predispostos a esse tipo de coisa ou foi um desenvolvimento relativamente recente na história da humanidade, esta teoria do cérebro baseia-se no fato de que a música é “multissensorial” e afirma que, apesar de as notas e letras serem memorizadas, os sentimentos e ideias que a música também desencadeia são armazenadas junto com elas. Então, mais tarde, quando esse sentimento ou ideia é lembrada, às vezes traz também uma parte cativante da música, o que é chamado de “memória involuntária”.
A partir daqui, nossos cérebros parecem configurados a terminar o que começaram com as partes das canções. Na verdade, quando pesquisadores da Universidade de Dartmouth (EUA) tocaram pequenos trechos de músicas conhecidas para participantes de uma pesquisa, descobriram que o córtex auditivo do cérebro continuou a música na cabeça dos sujeitos, mesmo depois de o som ter sido desligado. Levando isso em consideração, talvez não seja surpreendente que quanto mais você ouvir uma música, mais provável é que em algum momento ela vai ficar no seu cérebro. Além disso, pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) têm se mostrado mais propensas a ficar com canções presas em suas cabeças.
De acordo com os Anais da 10ª Conferência Internacional sobre Percepção Musical e Cognição, realizada em 2008 em Sapporo, no Japão, mais de 90% de nós “pega” uma canção pegajosa (também conhecida como “earworm” – “verme de orelha”, em tradução livre) pelo menos uma vez por semana. Calcula-se também que aproximadamente 98% das pessoas passam por essa experiência em algum momento da vida.

Estopins

Cientistas identificaram dois estopins principais que comumente desencadeiam a repetição de uma música chiclete na cabeça. O primeiro deles é o excesso de exposição. Como já mencionamos, talvez esta seja a razão mais comum para que fragmentos de uma canção se alojem em sua cuca. Isso inclui o quão recentemente você a escutou e quantas vezes ela foi repetida – por isso que músicas “da moda” que tocam direto no rádio são grandes candidatas a músicas chiclete.
Outra possível causa das músicas chiclete é associação. Às vezes, um aspecto de seu ambiente desencadeia o fenômeno, incluindo palavras, pessoas, ritmos, situações e sons. Por exemplo, ao fazer as tarefas domésticas, “Ensaboa”, de Marisa Monte, pode começar a tocar dentro da sua cabeça. Da mesma forma, associações mais indiretas podem aparecer, como algo que acontecia ao seu redor quando você ouviu determinada música, fazendo com que seu cérebro a associe a fatores externos que nada teriam a ver com ela. Mais tarde, quando você estiver neste mesmo ambiente, o seu cérebro pode desenterrar a música e começar a repetir a parte mais memorável dela em sua mente.

Características

Há, ainda, certas características, tanto de canções, como de pessoas, que tornam muito mais provável que uma música fique presa na sua mente. No primeiro caso, as músicas que têm maior tendência a desencadear o fenômeno possuem geralmente notas com durações mais longas e intervalos de tom menores. Estas também são as duas principais características que tornam algumas músicas mais fáceis de cantar, mesmo para os musicalmente destreinados.
“Fundamentalmente, uma música chiclete é o seu cérebro cantando”, explica Victoria Williamson, professora visitante na Universidade de Ciências Aplicadas e Artes de Lucerna (Suíça) e pesquisadora da Universidade de Sheffield (Inglaterra), que analisou mais de 50 características musicais diferentes e descobriu estas especificidades relacionadas às notas e ao tom. Um bom exemplo que apresenta estas características é “Poker Face”, de Lady Gaga.
Já no caso das pessoas, há mais fatores relacionados com esta situação incômoda. Em pelo menos um estudo, foi encontrada uma ligação forte entre as pessoas que “colocaram um alto grau de importância na música” e a frequência, duração e irritação causada por uma música chiclete. Isto pode, porém, apenas estar ligado ao fator de excesso de exposição, já que os apaixonados por música simplesmente tendem a ouvir músicas com mais freqüência do que a maioria das pessoas.
Além disso, como mencionado, as pessoas que tendem a ser mais obsessivas (mas não clinicamente neuróticas) são mais propensas a ficar com músicas na cabeça. Elas também relatam frequentemente que sentem que têm menos controle sobre o fenômeno. Além disso, estudos têm mostrado que certos medicamentos usados ​​para tratar o TOC podem reduzir a frequência que as canções ficam presas na cabeça de alguém com a condição.
Por último, músicas pegajosas também ficam mais presas em pessoas ociosas, cansadas e estressadas. Nestas situações, as defesas estão baixas e o cérebro não está ocupado o suficiente, por isso a música chiclete toma posse. Isto é precisamente o que aconteceu com o alpinista Joe Simpson que, preso em uma geleira e temendo que pudesse morrer, não conseguia parar de pensar na música “Brown Girl in the Ring”, de Boney M.

Curas

Existem diversos truques que você pode tentar para se livrar deste incômodo. Em um recente estudo britânico, um dos tratamentos favoritos usados por quem sofre com estes “vermes de ouvido” foi combater fogo com fogo, pensando em outra música. Entre as canções mais popularmente listadas pelos participantes como antídoto foram “God Save the Queen”, “Kashmir”, do Led Zeppelin e “Karma Chameleon”, do Culture Club.
Há, ainda, quem recomenda usar suas palavras para matar um verme de ouvido. Apenas ao falar com outra pessoa ou pensar em palavras de um jogo de palavras cruzadas, a letra da canção pode ser suplantada com novos termos.
Outros dizem que qualquer coisa que absorva sua atenção funciona. “A chave é encontrar algo que vai lhe dar o nível certo de desafio”, diz Ira Hyman, psicólogo de música na Universidade de Western Washington, que conduziu uma pesquisa sobre músicas chiclete. “Se você está cognitivamente engajado, limita a capacidade de canções intrusivas entrarem em sua cabeça”.
Se tudo mais falhar, você pode tentar vencê-l pelo cansaço. Escute a música completa, em vez de apenas o trecho repetitivo que está corroendo seu cérebro. 

10 fatos que você provavelmente não sabia sobre música


Lado a lado com chocolate e batata frita, música é uma daquelas coisas que são praticamente unânimes entre os nossos companheiros de espécie.
Não importa qual gênero, é bem difícil encontrar alguém que não goste de ouvir alguma coisa, ao menos no carro ou naquela corrida matinal. Por isso, não custa saber algumas curiosidades sobre este maravilhoso mundo sonoro, tão cheio de amor e possibilidades.

  1. Você é do tipo que trabalha com fones de ouvido o dia todo e força seus colegas a fazerem mímicas ridículas para chamar sua atenção? você pode apenas ser ligeiramente inconveniente, já que a música de fundo não melhora sua capacidade de concentração. Pelo contrário, pode afetar a forma como você trabalha. Porém, não se desespere: ela pode te ajudar na academia.
  2. A sua música favorita provavelmente ganhou seus ouvidos e seu coração porque você a associa a um evento emocional de sua vida. As influências sociais e a qualidade afetam as músicas que você gosta. Você não gosta da versão original de uma música porque ela é melhor, mas sim porque foi aquela que você ouviu pela primeira vez. Além disso, se um músico faz contato visual durante um show e o que ele está vestindo também afeta como você se sente a respeito da música dele.
  3. Uma olhada nos rankings de canções mais ouvidas pode nos dizer muita coisa, ao longo dos anos. Quando os tempos estão difíceis, as pessoas preferem músicas mais significativas. A música também pode prever o mercado de ações, já que quando as pessoas estão lidando com um futuro comportamento econômico complexo, tendem a preferir batidas mais simples. Além disso, a música popular tem ficado cada vez mais narcisista e mais e mais canções preferidas nos Top 10 são sobre sexo.
  4. Você sente que esta lista está aumentando a sua inteligência? Bem, há muitas evidências de que tocar música pode torná-lo mais inteligente. Ouvir música clássica também pode aumentar o seu QI – e as pessoas mais inteligentes gostam deste gênero musical. A música ainda pode literalmente afetar a maneira como vemos mundo e as letras podem influenciar o nosso comportamento.
  5. Agora vamos falar de dinheiro: proprietários de bares o fazem beber mais ao aumentarem o volume da música que está tocando. Canções de amor e músicas românticas fazem você gastar mais em lojas de flores. Por sua vez, jazz, música popular e clássica fazem você gastar mais em restaurantes.
  6. Rockstars realmente vivem rápido e morrem jovens, já que são, em média, 1,7 vezes mais propensos a morrer do que um norte-americano comum. Pode custar mais de um milhão de dólares para fazer uma música de sucesso e a pirataria ajuda grandes bandas e prejudica as pequenas.
  7. A música que você gosta diz muito sobre a sua personalidade, porque diferentes tipos de personalidade são atraídos por músicas diferentes. A sua personalidade também afeta como você usa a música e nós também herdamos um pouco do gosto musical de nossos pais. Quando envelhecemos, normalmente gostamos das músicas que ouvíamos quando tínhamos de 16 a 21 anos. Além disso, seria possível determinar o quão consciente e agradável um homem é ao observá-lo dançando – e dançar o deixa mais criativo.
  8. A música ainda mexe com as suas atitudes. O country pode fazer você querer se matar, mas o rock não. A clássica é a mais relaxante. Os músicos de jazz “desligam” parte de seu cérebro para serem mais criativos. A música romântica realmente ajuda os homens na hora de conquistar mulheres.
  9. Canções podem te persuadir a fazer coisas antiéticas, aumentar a tolerância à dor e reduzir a ansiedade. Além disso, talvez surpreendentemente, as melodias são mais responsáveis ​​pela forma como a música nos faz sentir do que as letras.
  10. Viciados em música também têm algumas características bem específicas, como serem mais propensos a ficar com hits presos em sua cabeça – conhecidas como “vermes de ouvido”. A melhor maneira de se livrar destas canções chiclete é aceitá-las. Pessoas que são mais abertas a novas experiências são mais propensas a sentir arrepios ao ouvir uma boa música. E, por fim, sim, você pode ser viciado em música.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Japonesa faz sucesso com versões desconhecidas no exterior de músicas brasileiras


Tsubasa Imamura finalizou trabalho totalmente voltado para público brasileiro
Música brasileira no Japão é praticamente sinônimo de bossa nova e de samba. Mas a jovem cantora Tsubasa Imamura vem conquistando cada vez mais fãs com um repertório bem eclético e praticamente desconhecido do público estrangeiro em geral, como Maluco Beleza, de Raul Seixas, e Pra Ser Sincero, do grupo Engenheiros do Hawaii.
A conta no Youtube (www.youtube.com/user/cantoratsubasa), criada há um ano e meio, tem cerca de 30 mil seguidores, mas alguns vídeos chegam a ter 400 mil visualizações, como o caso do cover de Pais e Filhos, da banda Legião Urbana.
De olho num mercado pouco explorado por artistas japoneses no Brasil, a artista conta que a escolha das músicas não é aleatória.
"A juventude brasileira está deixando de lado a boa MPB e o rock nacional que conduziram, com melodias simples e letras ousadas, uma geração inteira de jovens nos anos 80 e 90. Eu gostaria de contribuir, para que, de alguma forma, esse sentimento fosse resgatado", explicou Tsubasa à BBC Brasil.De olho num mercado pouco explorado por artistas japoneses no Brasil, a artista conta que a escolha das músicas não é aleatória.
Para dialogar com esse público, a cantora apresenta também o programa I Love Japan, no qual mostra curiosidades sobre o Japão.
Os 21 episódios, divididos em três temporadas, ajudam a alavancar a audiência do canal. Mas o sucesso vem mesmo das versões de músicas brasileiras.
"Eu ouço muita música brasileira. Então escolho as que acho que combinam comigo", contou.
O diferencial do trabalho de Tsubasa é a versão em japonês de alguns trechos das músicas. O sotaque, ainda carregado, é outro charme.
"Posso ver nos olhos das pessoas o quanto elas admiram um trabalho, quando se tem um conceito e a internet facilita muito esse intercâmbio. Faz com que eu possa conversar com meu fã brasileiro, mesmo estando do outro lado do mundo", comentou a cantora.

Carreira precoce

Tsubasa começou cedo a carreira. Quando tinha 13 anos, ganhou um violão do pai e começou a ensaiar os primeiros acordes. "Logo percebi que minha vontade era compor minhas próprias músicas e resolvi participar de um concurso nacional da gravadora Sony", lembrou.
Para surpresa da própria cantora, ela ficou em primeiro lugar na categoria composição.
Ela conta que as referências musicais vêm do pop japonês, conhecido como J-pop, e da música ocidental como um todo. "Ouço muitos cantores americanos e alemães, além é claro, dos músicos e das bandas brasileiras."
Tsubasa já gravou dois álbuns solo, lançados em 2009 e 2012, além de um disco de regravações de músicas pop japonesas, em 2010, e um DVD lançado em 2011.
Este ano, ela finalizou o primeiro trabalho totalmente voltado ao público brasileiro. Por Você vem num formato de revista pôster e o CD traz três músicas exclusivas para o Brasil.
O produtor musical da cantora, o brasileiro Robert Regonati, conta que muitos fãs pedem um álbum com as regravações que fazem sucesso na internet.
Foto: Divulgação
Tsubasa Imamura escolheu cantar músicas de Raul Seixas e Legião Urbana 
Mas por serem versões com mudanças na letra das músicas, o processo para conseguir aprovação de todos os artistas é bem mais complicado.
"Esse CD está nos nossos planos, mas não neste momento", contou Regonati.

Brasil

Desde 2009, Tsubasa viaja duas ou três vezes ao Brasil todo ano, onde faz shows e pesquisa material para os próximos trabalhos. "Estamos planejando muitas surpresas para 2014 e 2015", falou a cantora.
Mas, e o Japão? "Sinceramente, estou sem tempo para qualquer ação aqui. Atendo as pessoas que sempre nos apoiaram, mas a minha cabeça e coração estão voltados para o Brasil."
Por isto, a japonesa intensificou os estudos de português.

"Tenho aulas todos os dias praticamente, pois quero me comunicar abertamente com meus fãs e retribuir todo o carinho que sempre recebo quando vou ao Brasil", disse.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Anitta, Luan Santana e Lucas Lucco entre as músicas mais ouvidas no Brasil

Lista revela as faixas mais escutadas no país no verão de 2014.


O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, conhecido como ECAD, divulgou uma lista com as músicas mais tocadas no Brasil no primeiro trimestre de 2014! Assim como a Billboard revelou os hits do verão americano, dessa vez é hora de descobrir o que chamou atenção no país.
Não precisa nem dizer que a única mulher brasileira no ranking é Anitta, certo? A gata aparece em primeiro lugar com a balada romântica "Zen". Depois dela, a música sertaneja surge dominando até a oitava posição. Com certeza, esse deve ser um dos melhores momentos para o gênero.
Seguindo Anitta, a dupla Victor & Leo mostra o poder de "Na Linha do Tempo". O Príncipe do Sertanejo Luan Santana não podia ficar de fora e está no terceiro lugar com "Tudo Que Você Quiser". As duas músicas internacionais que entram no TOP 10 são "Wake Me Up" e "Royals", respectivamente de Avicii e Lorde, que venceu o VMA 2014 com a canção.
1º – "Zen" - Anitta
2º – "Na Linha do Tempo" - Victor & Leo
3º – "Tudo Que Você Quiser" - Luan Santana
4º – "Fui Fiel" - Gusttavo Lima
5º – "Mozão" - Lucas Lucco
6º – "Guerra Fria" - Sorriso Maroto e Jorge & Matheus
7º – "Teorias" - Zezé di Camargo & Luciano
8º – "Maus Bocados" - Cristiano Araújo
9º – "Wake Me Up" - Avicii
10º – "Royals" - Lorde

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Estudo mostra por que certas músicas nos fazem lembrar alguém

Neurologistas americanos recorreram a um escâner com imagens de ressonância magnética para fazer um mapeamento da atividade cerebral de 21 voluntários


A ciência conseguiu explicar porque nos lembramos de alguém ou de algum lugar quando escutamos determinada música. Ao ouvir canções, diferentes funções cerebrais são ativadas — o que explica porque sentimos prazer ou desprazer quando uma música começa a tocar.
Neurologistas americanos recorreram a um escâner com imagens de ressonância magnética para fazer um mapeamento da atividade cerebral de 21 voluntários que ouviram diferentes tipos de música, incluindo rock, rap e clássica. Eles escutaram seis temas com cinco minutos cada um, inclusive cinco considerados "icônicos" de cada gênero, uma canção que não era familiar e, misturado na seleção, um tema favorito da pessoa examinada.
Pesquisa afirma que ouvir música reduz ansiedade de pacientes em hemodiálise
Os cientistas detectaram padrões de atividade cerebral, que evidenciaram o agrado ou o desagrado com determinada canção. Também advertiram para a ocorrência de uma atividade específica quando se escuta a canção favorita.
Ouvir a música favorita desencadeou atividade no hipocampo, a região do cérebro que desempenha um papel fundamental na memória e nas emoções vinculadas à socialização.
A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, foi encabeçada por Robin Wilkins da Universidade da Carolina do Norte em Greensboro.
— Este estudo mostra que não é uma atividade mais intensa em certas partes do cérebro o que se produz, mas uma conectividade entre partes diferentes — explica o cientista.
Os resultados sugerem que ouvir a canção favorita pode ajudar a tratar a perda de memória, explica Aucouturier. Será preciso fazer novos estudos para avançar nesta direção, advertiu.